Violência Gratuita

Aniver do Cabeção, acho que era uns 18 anos... Bom, fomos numa pizzaria, pra ele poder comer de graça... hehehhe O Violeiro estava junto, chamo assim porque era encarnado em violão. Mas música gauchesca.

Buena, na volta, eu e o Cabeção fomos levar ele até em casa, pois o cara morava um pouco longe, lá no Edifício Dom Fernando, e aquele trajeto ali na madrugada é perigoso de tomar um camba (assalto).

Na chegada, paramos na frente do mini-mercadinho que tinha na entrada do prédio para descansar um pouco, afinal tinham sido umas 20 quadras de pernada!

Foi para nossa surpresa que passou uma viatura da brigada militar e parou bem na nossa frente. Desceram dois brigadianos e uma brigadiana. Um deles, metido a encarnado, Mandou os 3 pra parede. Todos obedecemos, e na hora da revista o Violeiro, com as mãos ainda na parede, resolveu virar pra trás e falar: "meu pai é coronel do exército e estou na frente da minha casa!" Era mesmo, e estávamos mesmo. Mas o brigadiano, sem sequer avaliar o que ele falou, deu-lhe um tablefe bem dado no ouvido dele, fazendo voltar a cabeça em direção pra parede novamente. Na mesma hora, acho que por não acreditar, ou não aceitar o que estava acontecendo, o Violeiro virou novamente a cabeça pra trás e falou: "Não pode me bater! meu pai é militar!" E tomou-lhe outra bem dada, de mão aberta no lado da cara!" Até que a brigadiana mulher, que só observava a violência explícita, falou: "Obedece ele! Vira pra parede e fica quieto!" Eu e meu outro companheiro de silêncio estávamos duas estátuas. Naquele momento o Violeiro resolveu não virar mais pra trás! Os brigadianos pegaram as carteiras, conferiram os documentos, perguntaram o que a gente estava fazendo ali, devolveram os documentos e dinheiro, entraram na viatura e sumiram.

É... este foi mais um atraque levado ali na Bento Gonçalves, em frente ao edifício Dom Fernando, lá pelos anos 91, ou 92.

Salve salve brigada militar, bateu de graça num cara que é gente fina pra caralho, teve complicações de nascimento que carrega pro resto da vida , mas que conseguiu superar, e nunca foi capaz de sequer roubar um alfinete.

Mas aguardem... este não foi o único atraque que tomamos juntos. Em breve tem mais!



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