Criciúma/SC - Policiais liberam trecheiros na roleta da estação de ônibus
Jornada à bangu pra Floripa, largamos de Tramandaí, levei pisão no ombro em Torres (ver posts anteriores) , fomos parar de carona em Araranguá, e ,finalmente, conseguimos manguear o dinheiro da passagem de Araranguá ("Um amor de cidade") para Criciúma. (Ufa...)
Buenas... chegando em Criciúma, descobri que dificilmente eu e o Chicletes conseguiríamos alguma coisa ali. Era ruim de negócio. Ninguém tinha nenhum centavo! O centro parecia o centro de Porto Alegre, só que mais sinistro... A gente estava vindo da fartura de turistas e oportunidades de Tramanda Beach, que estava uma maravilha, e chegamos ali, onde a gente mangueava e ninguém tinha nenhum centavo (muito menos nós dois) .
As horas foram passando e fomos notando que quase todo mundo da cidade era da Igreja Universal... Vimos várias igrejas...
Bah, fodidos, sem nenhum centavo, mochilão nas costas, em Criciúma, onde ninguém tinha nenhum centavo para nos dar. Foi quando eu decidi: "Vamos apelar!"
Não, não somos ladrões, nem criminosos. Não vamos roubar ninguém!
Perguntamos onde se pegava ônibus para um lugar que desse pra pedir carona, pro primeiro que passou. Chegamos a uma estação de ônibus. Lá, chegamos, no cobrador da roleta, "dando a real", ou seja, dizendo que a gente não tinha dinheiro, estávamos vindo de Porto Alegre e indo pra Florianópolis, perdidos, e queríamos ir pra estrada pedir carona...
O trocador me disse: "Espera um pouquinho aqui do lado..." - passou no rádio um código, e continuou roletando as pessoas.... Ficamos ali, os dois, esperando...
Passou alguns minutos e aparece na nossa frente todo um destacamento da Polícia Militar de Santa Catarina. Brincadeira, eram uns 8 PMs, todos com calibre 12 em punhos.
Mandaram a gente ir com eles para o banheiro da estação.
Chegando lá, mandaram todos os mijantes sair, colocaram a gente pra dentro e fizeram um bloqueio na porta, com dois soldados, pra ninguém entrar.
O PM mandou eu repetir a história. Eu disse, "Eestávamos vindo de Porto Alegre... Indo pra Floripa... Perdidos... Fodidos... E queríamos saber onde era a estrada mais próxima para pegar uma carona."
Depois mandou eu e o Chicletes retirar todas a roupas, até as cuecas, levantar o saco, para verem embaixo das bolas..... sei lá... deve ter alguma coisa que eles gostem ali por perto...
Nisso, um dos PMs achou uma faca Commander ( igual aquela do Rambo), que eu tinha na mochila. "-Pra que tu vai usar isso", perguntou ele. Respondi: "-Eu uso pra cortar alimentos, pode cheirar pra ver que tem cheiro de abacaxi." Por sorte, na noite anterior, em Torres, eu e o Chicletes achamos um monte de abacaxis inteiros e limpinhos, no lixo, antes de dormir na Rodoviária e acordar com pressão no ombro. Podem acreditar: o PM cheirou a faca, confirmou o cheiro de abacaxi e colocou de volta na minha mochila.
Não tínhamos nada que nos incriminasse, então , pasmem, como quem diz: "gaúchos go home", os políciais mandaram a gente passar na roleta sem pagar nada e entrar num ônibus que (diziam eles) iria pra BR -101, e que era para pedirmos carona de volta pra Porto Alegre. Lá fomos nós, bem felizes, rumo à Florianópolis. Chegamos num posto, onde estava escrito bem grande: "PROIBIDO PEDIR CARONA", e conseguimos uma carona ali mesmo, com um cara que era de Porto Alegre que estava indo pra Floripa com uma prancha de WindSurf. Chegamos na ilha naquela mesma noite, onde passamos dois dias morando na rodoviária, mas isso aí já é outro livro.
Visualizar Estação de Ônibus em um mapa maior
Buenas... chegando em Criciúma, descobri que dificilmente eu e o Chicletes conseguiríamos alguma coisa ali. Era ruim de negócio. Ninguém tinha nenhum centavo! O centro parecia o centro de Porto Alegre, só que mais sinistro... A gente estava vindo da fartura de turistas e oportunidades de Tramanda Beach, que estava uma maravilha, e chegamos ali, onde a gente mangueava e ninguém tinha nenhum centavo (muito menos nós dois) .
As horas foram passando e fomos notando que quase todo mundo da cidade era da Igreja Universal... Vimos várias igrejas...
Bah, fodidos, sem nenhum centavo, mochilão nas costas, em Criciúma, onde ninguém tinha nenhum centavo para nos dar. Foi quando eu decidi: "Vamos apelar!"
Não, não somos ladrões, nem criminosos. Não vamos roubar ninguém!
Perguntamos onde se pegava ônibus para um lugar que desse pra pedir carona, pro primeiro que passou. Chegamos a uma estação de ônibus. Lá, chegamos, no cobrador da roleta, "dando a real", ou seja, dizendo que a gente não tinha dinheiro, estávamos vindo de Porto Alegre e indo pra Florianópolis, perdidos, e queríamos ir pra estrada pedir carona...
O trocador me disse: "Espera um pouquinho aqui do lado..." - passou no rádio um código, e continuou roletando as pessoas.... Ficamos ali, os dois, esperando...
Passou alguns minutos e aparece na nossa frente todo um destacamento da Polícia Militar de Santa Catarina. Brincadeira, eram uns 8 PMs, todos com calibre 12 em punhos.
Mandaram a gente ir com eles para o banheiro da estação.
Chegando lá, mandaram todos os mijantes sair, colocaram a gente pra dentro e fizeram um bloqueio na porta, com dois soldados, pra ninguém entrar.
O PM mandou eu repetir a história. Eu disse, "Eestávamos vindo de Porto Alegre... Indo pra Floripa... Perdidos... Fodidos... E queríamos saber onde era a estrada mais próxima para pegar uma carona."
Depois mandou eu e o Chicletes retirar todas a roupas, até as cuecas, levantar o saco, para verem embaixo das bolas..... sei lá... deve ter alguma coisa que eles gostem ali por perto...
Nisso, um dos PMs achou uma faca Commander ( igual aquela do Rambo), que eu tinha na mochila. "-Pra que tu vai usar isso", perguntou ele. Respondi: "-Eu uso pra cortar alimentos, pode cheirar pra ver que tem cheiro de abacaxi." Por sorte, na noite anterior, em Torres, eu e o Chicletes achamos um monte de abacaxis inteiros e limpinhos, no lixo, antes de dormir na Rodoviária e acordar com pressão no ombro. Podem acreditar: o PM cheirou a faca, confirmou o cheiro de abacaxi e colocou de volta na minha mochila.
Não tínhamos nada que nos incriminasse, então , pasmem, como quem diz: "gaúchos go home", os políciais mandaram a gente passar na roleta sem pagar nada e entrar num ônibus que (diziam eles) iria pra BR -101, e que era para pedirmos carona de volta pra Porto Alegre. Lá fomos nós, bem felizes, rumo à Florianópolis. Chegamos num posto, onde estava escrito bem grande: "PROIBIDO PEDIR CARONA", e conseguimos uma carona ali mesmo, com um cara que era de Porto Alegre que estava indo pra Floripa com uma prancha de WindSurf. Chegamos na ilha naquela mesma noite, onde passamos dois dias morando na rodoviária, mas isso aí já é outro livro.
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