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Mostrando postagens de julho, 2007

Devolução

Eu e o Jones trabalhávamos lá no centro, numa editora, no prédio DabDab, 15º andar. Naquela noite a gente tava fazendo hora extra, pois tinha atrasado a edição da revista. Lá pelas 3 e meia da manhã resolvemos largar fora e dar uma banda lá na casa de um parceria que tava sempre ativado. Então resolvemos queimar um beck ali pelo centro mesmo. Nessas alturas já estávamos lá na rua Duque de Caxias, perto da Borges de Medeiros. Então resolvemos queimar esse ali na famosa escadaria da Borges. Entramos nela por cima, pela Duque, e sentamos nos primeiros degraus, mais pra baixo. Então eu sentei bem tranquilo, esmurruguei a marofa e peguei uma seda para fechar o beck. Nessa hora o Jones começou a tremer e dizer: " Meu! Guarda, larga, rápido! Ihhhh ! Não dá mais tempo! Ihhh Já era!!" Eu, como tava bem tranquilo, pois não tinha niguém na rua naquele horário, fiquei sem reação, e continuei. Foi quando surgiu, por trás de mim, dois brigadianos a pé, já mandando ir pra parede. Com o sust...

Violência Gratuita

Aniver do Cabeção, acho que era uns 18 anos... Bom, fomos numa pizzaria, pra ele poder comer de graça... hehehhe O Violeiro estava junto, chamo assim porque era encarnado em violão. Mas música gauchesca. Buena, na volta, eu e o Cabeção fomos levar ele até em casa, pois o cara morava um pouco longe, lá no Edifício Dom Fernando, e aquele trajeto ali na madrugada é perigoso de tomar um camba (assalto). Na chegada, paramos na frente do mini-mercadinho que tinha na entrada do prédio para descansar um pouco, afinal tinham sido umas 20 quadras de pernada! Foi para nossa surpresa que passou uma viatura da brigada militar e parou bem na nossa frente. Desceram dois brigadianos e uma brigadiana. Um deles, metido a encarnado, Mandou os 3 pra parede. Todos obedecemos, e na hora da revista o Violeiro, com as mãos ainda na parede, resolveu virar pra trás e falar: "meu pai é coronel do exército e estou na frente da minha casa!" Era mesmo, e estávamos mesmo. Mas o brigadiano, sem sequer avali...

Fuga Ninja

1992, e lá vou eu com 16 anos pela Av. Bento gonçalves. Naquela época eu andava de dupla de dois com um tal de Marcinho, de início tranquilo, mas com o tempo foi se tornando mal elemento. Por influencias dele, naquele dia ele estava com um tchaco de ferro na cintura e eu com uma lata de spray pra pixar sei lá o que e sei lá onde... o tchaco eu não sei pra que ele queria usar, mas pra quem não sabe é uma arma de ninjas que são duas hastes de metal ligadas por uma corrente. Foi quando passou por nós uns outros maus elementos lá da Veríssimo Rosa dizendo que recém tinham tomado um atraque e que era bom a gente não ir por ali. Sem dar ouvidos à eles, continuamos nosso caminho. Ao chegar na esquina de sei lá qual rua, um brigadiano no outro lado da rua chamou: "Ei, parem aí". E veio na nossa direção caminhando... CAPAZ que a gente ficou parados... Pernas pra que te quero. Sei lá porque fugi... ia dar problema aquela lata de spray e um thaco na cintura do outro. O fato é que saímos...

Gato do Orelhão

Lá estava eu andando pela rua com outro amigo apelidado de Cabeça e outro, meio manco, tocador de viola e afetado pelo nascimento, na hora errada, no lugar errado, no momento errado quando encontramos outro peste com apelido Miguér que tava sentado ao lado de um orelhão numa das esquinas da São Manoel. -E aí, Miguiér, tudo na boa? Que tu tá fazendo aí? - Perguntei Ele respondeu: -E aí, gurizada. Nada de mais. Só to aqui fazendo umas ligações "grátis" pra minha namorada que tá na Bahia. O Cabeça perguntou: -Como? - Ah, bem fácil. Peguei o telefone da baia, cortei os fios do orelhão ali embaixo, e emendei tudo... Depois eu remendo de volta e já era. Mal terminou de explicar, e chega uma "Pata-Choca" (Viatura tipo camionete, carregada de Brigadianos, todos com espingardas tipo calibre 12 em punhos, e metade dos corpos pra fora, em alta velocidade, apelidada assim pela malandragem de rua da época). Com todas as armas apontadas pra nós, bradaram: -Mão na cabeça, todo mu...

Primeiro atrack da vida

Estava eu com 14 anos, em meados de 1990. Primeira festa que fui sozinho, lá no Partenon Tênis Clube. A volta, lá pelas 4 da manhã, era sozinho. Tinha que caminhar 8 quadras pra chegar em casa. Resolvi descer pela rua Machado de Assis. Na esquina da Machado com a São Manoel, (ali a São Manoel tem outro nome que não me lembro) vi um carro descendo a rua e a princípio não me preocupei. Pra minha surpresa era uma viatura da Brigada Militar. Para mais surpresa ainda, pararam e me abordaram. Era o primeiro atrack da minha vida. Nunca antes um brigadiano tinha me parado pra revistar. Mandaram eu colocar as mãos no carro e abrir as pernas. Rua escura, cheia de árvores, 4 da manhã, ninguém na rua... Eu não tinha nada em cima, mas, naquela hora, a idéia de policiais protetores da sociedade, que até então eu tinha na cabeça, foi por água abaixo. Me perguntaram o que eu fazia ali aquela hora e eu disse que estava voltando da festa. Já se passavam uns 10 minutos e eu estava tremendo. Já olhava os ...

Esclarecimentos Iniciais

Não to nem aí pro que vão achar nem pras conseqüências! Começa aqui mais uma utilização do poder da internet pra divulgar acontecimentos que jamais seriam documentados se não fosse por mim!! São, nada mais, nada menos, do que todos os atraques que eu já tomei na vida, contados nos mínimos detalhes (pelo menos do que eu me lembro), omitindo nomes reais(é claro) e sem pudor nem cautela nenhuma. Pra quem não sabe, "atraque", aqui onde eu moro, em Porto Alegre/RS, é o nome dado à abordagem policial, seja esta de qualquer maneira. O interessante da história é que eu não sou nenhum tipo de bandido, nem nunca fui. No máximo alguns baseados, mas sempre apenas consumidor. O que torna o fato do atraque um verdadeiro "jogo", onde os brigadianos querem me ganhar (ter alguma prova que possa me incriminar) e eu quero me livrar (provar que não represento nenhum tipo de perigo à sociedade). Pra quem não sabe, brigadianos são policiais aqui no Rio Grande do Sul. A finalidade deste b...